27 Novembro 2009
mil milhões de desculpas.... :|
tenho me desfazer em desculpas... não sei como nem porquê os vossos comentários passaram-me completamente ao lado. Nem me posso desculpar com o Blogger, acho que fui mesmo eu que andava distraída :S
Já li tudinho, e por isso, quem tinha deixado comentários pode ir espreitar a (tardia) resposta.
Não prometo...mas vou tentar estar mais atenta :)
26 Novembro 2009
Pára! Escuta! Decide!
Resumindo, nada de mais, pois não?
Por favor, façam um favor a vós e a todos, não embarquem na histeria gripe A. É uma gripe. Afinal de contas é apenas uma gripe! Imaginem só se a comunicação social do mundo inteiro se dedicasse com este afinco a outras doenças? Caramba, podiam escolher uma por semana e tínhamos pano para mangas...!!!
O que é que o vosso instinto vos diz? Para vacinar? Para não vacinar?
Mais do que toda a informação a que possam ter acesso, o vosso instinto é, e será sempre, a vossa melhor bússola.
Eu confesso, mais do que da Gripe A, tenho medo do que estamos todos a fazer levados pela manada cega da urgência de fazer "algo" para nos "salvarmos" desta pandemia(afinal não tão mortífera, nem tão pandémica como nos quiseram vender).
Para vos ajudar a conhecer o outro lado da questão, aqui ficam uns quantos links com muita informação para uma escolha informada.
http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004879.html - querem mais credível que a Biblioteca Cochrane?
http://mercola.fileburst.com/PDF/Flu-Shot.pdf - este é muito interessante. Faz aquilo que eu achava que era mesmo importante. Ensina a prevenir a gripe, a melhorar o nosso sistema imunitário.
http://swineflu.mercola.com/sites/swineflu/home.aspx - actualizado todos os dias com nova informação.
http://swineflu.mercola.com/sites/swineflu/home.aspx - informação em espanhol.
08 Setembro 2009
Porquê tantas mulheres que desejam parto normal acabam em cesareana?
Adriana Tanese Nogueira
A person has to awaken to wonder- and so perhaps do peoples.Science is a way of sending him to sleep again. Ludwig Wittgenstein
Esta é uma pergunta que ninguém me fez, mas muitos se fazem. É um questionamento legítimo e necessário, dada a frequência com que se fazem cesáreas entre as que mais querem o parto natural, possivelmente domiciliar. Estou pensando nas militantes ativas, informadas e “empoderadas”.
Alguém tem uma resposta para isso? Sei, existem várias “razões” médicas, mas, um vez que todo mundo está careca de ouvir e de repetir que o parto não é um evento médico, poderíamos começar a de fato a raciocinar sobre ele em termos humanos? Humano aqui é psicológico-existencial-filosófico, porque ninguém existe sem isso. Estou falando do que se refere à dimensão comum, universal e íntima de cada um de nós, de qualquer cor, sexo e opções de parto.
Voltando: podemos pensar no que, humanamente falando, leva um parto a se transformar no contrário daquilo que sua “dona” quer? Por que há partos (e bebês!) que decepcionam tão amargamente as mulheres informadras, ativistas e “empoderadas”?
A resposta é muito simples: porque essas mulheres se “medicalizaram” a tal ponto que continuam tão perdidas em relação à capacitação a parir quanto suas irmãs que escolhem a cesárea. A miiltância feminina da humanização do parto comete o erro – normal nos estágios iniciais do “despertar” – de permanecer dentro do mesmo paradigma contra o qual luta. Pessoalmente, assisti ao alvorecer dessa mentalidade, ao seu florescimento e espraiamento. Agora todos podemos ver seus frutos.
Ao querer retirar o médico do controle do parto (correto), elas tendem a assumir o lugar do próprio (errado). Bombardeando seu néo-córtex de informações científicas (as famosas Evidências Científicas), elas acabam, a despeito de suas melhores intenções, com o mesmo vício profissional de todos os profissionais (medo, insegurança, e a sutil desconfortável sensação de que nunca se sabe tudo). Com o agravante que elas têm a pele fina e o estômago delicado de uma novada, que, ainda por cima, está lidando com seu próprio corpo e a vida de seu próprio filho. Saber demais significa ficar pregadas na cruz entre a “clareza evidente da ciência” e as angústias caladas da mulher e mãe que vai passar por um rito de iniciação que desconhece por definição (cada parto é irrepetível). Elas recalcam ainda mais a espontaneidade, simplicidade e fé que no parto são mais importantes do que todos os volumes de obstetrícias e as conversas “empoderadoras” do mundo. (...)"
Para ler o resto deste texto fantástico clicar aqui16 Julho 2009
Voltar à idade dos Porquês
Quando decidimos...ou quando decidimos não decidir.
Sentimo-nos amparados, seguros, acompanhados, quando alguém nos mostra o caminho. Sentimo-nos melhor ainda quando nos asseguram que aquele é sem sombra de dúvida o melhor caminho. Perfeito, perfeito, é nem ter de pensar duas vezes no caminho que nos mostram, e assim convencemo-nos que só existe um caminho. O caminho CERTO.
O meu conselho é questionarmo-nos. Pensar, e pensar bem, e tomarmos as rédeas das nossas vidas. Descobrir todos os pontos de vista possíveis de cada questão, e por fim optar, conscientemente, e assumindo a responsabilidade dessa opção.
Não existem verdades absolutas.
Podemos e devemos questionar o/a nosso/a parceiro/a, o nosso médico, os nossos familiares, os nossos colegas e amigos, a nossa Doula!
"Vamos fazer outra ecografia" Porquê? Para quê?
"Tem de tomar estes suplementos" Sim? Para que servem?
"Não pode comer isto, aquilo, não pode ter gatos, não pode ir à piscina..." A sério? Mas porquê?
"Quantas cesarianas? VBAC(Vaginal Birth After Cesarean)? Impossível." Tem a certeza? Li uns estudos que diziam...
"O plano de vacinação é este" Mas...nós tinhamos pensado...
"As fraldas de pano deixam o rabinho do bebé mais assado" Nunca imaginei...
A realidade dos outros, é dos outros, a nossa temos de ser nós a construir.
16 Maio 2009
A melhor mãe do teu bebé és tu
Se me permitem dar uma dica;)... ter calma é o essencial. As vossas opções podem ser diferentes de quem vos rodeia, mas o vosso bebé também é único. Ouçam as vossas mães, tias e avós apenas Q.B. e aprendam o que de melhor tiverem para vos ensinar, de resto façam o que sentirem que é melhor para os vossos filhotes e confiem no vosso instinto. Confiem nos vossos filhotes, eles sabem sem sombra de dúvida o que é melhor para si mesmos. E tenham fé, quando sentirem uma pontinha de desespero, acreditem que é só uma fase, e as fases dos bebés duram apenas uns dias, sem darem por ela vão sentir-se cada vez mais confiantes e serenas.
Mãe há só uma, e és tu :).
06 Maio 2009
O que é afinal Humanização?
05 Maio 2009
Amamentação exclusiva até aos 6 meses
Porquê amamentar exclusivamente até aos 6 meses?
A resposta imediata é muitas vezes...Porque são as indicações da OMS(Organização Mundial de Saúde). Sim...mas PORQUÊ?
Aqui ficam as principais vantagens de amamentar exclusivamente os nossos bebés :)
- Porque confere ao bebé uma maior protecção contra a doença.
Apesar do bebé continuar a receber imunidade enquanto estiver a ser amamentado, esta imunidade é muito maior se o bebé estiver a ser alimentado exclusivamente com leite da mãe. O leite materno contém mais de 50 factores de imunidade, e provavelmente mais que ainda continuam desconhecidos.
- 6 meses de amamentação dão tempo ao sistema digestivo do bebé para amadurecer completamente
Se a introdução de alimentos sólidos começar antes do sistema digestivo do bebé estar totalmente desenvolvido, estes alimentos serão mal digeridos o que pode causar reacções desagradáveis (problemas digestivos, gases, obstipação, etc.).
- Amamentação exclusiva até aos 6 meses diminui os riscos de reacções alérgicas
Está bem documentado que o aleitamento exclusivo materno prolongado resulta numa menor incidência de alergias alimentares. Desde o nascimento até algures entre os 4 e 6 meses de idade, os bebés possuem o que é muitas vezes referido como "open gut". Isto significa que os espaços entre as células do intestino delgado irão permitir facilmente a passagem de macromoléculas intactas, incluindo todas as proteínas e agentes patogénicos, directamente para a corrente sanguínea. Isto é óptimo para o bebé amamentado, pois assim permite a passagem directa dos anticorpos presentes no leite materno para a corrente sanguínea do bebé, mas também significa que as grandes proteínas de outros alimentos (que pode predispor o bebé a alergias) e patógenos causadores de doenças podem passar também. O bebé começa a produzir os anticorpos por volta dos 6 meses, altura que o espaço intracelular também já deverá estar "fechado".
- A introdução de alimentos apenas aos 6 meses protege o bebé de eventuais deficiências em ferro
A introdução de suplementos de ferro e alimentos fortificados com ferro, especialmente durante os primeiros seis meses, reduz a eficiência de absorção de ferro pelo bebê.
- A amamentação exclusiva até aos 6 meses protege o bebé de futuros problemas de obesidade
A introdução precoce de sólidos está associada ao aumento da gordura corporal e peso na infância.
- A amamentação exclusiva ajuda a manter a produção de leite materno
- A amamentação exclusiva aumenta o periodo de amenorreia
A amamentação é mais eficaz na prevenção da gravidez quando o bebé é amamentado exclusivamente e todas as suas necessidades nutricionais e de sucção estão satisfeitos com o peito. Ter atenção que apesar de se amamentar exclusivamente a amenorreia pode não se manter caso o intervalo entre mamdas seja muito longo (como por exemplo de noite, ou no caso de não se amamentar em livre demanda).
- Atrasar a introdução de alimentos sólidos torna a tarefa mais fácil
Os bebés que começam mais tarde a comer alimentos sólidos podem alimentar-se a si próprios e não são tão susceptíveis de ter reacções alérgicas aos alimentos.
Traduzido de "Why delay solids?" http://www.kellymom.com/
Aconselho vivamente a consulta do documento original, tem todas as referências bibliográficas e links interessantes sobre o tema.
"Maternity" Pablo Picasso
NOTA- Amamentação exclusiva quer dizer que o bebé está a ser alimentado EXCLUSIVAMENTE com leite materno. Segundo a OMS isto deve acontecer até aos 6 meses de idade do bebé.