19 fevereiro 2010
A Luta que temos em nós Mulheres!
15 janeiro 2010
08 setembro 2009
Porquê tantas mulheres que desejam parto normal acabam em cesareana?
Adriana Tanese Nogueira
A person has to awaken to wonder- and so perhaps do peoples.Science is a way of sending him to sleep again. Ludwig Wittgenstein
Esta é uma pergunta que ninguém me fez, mas muitos se fazem. É um questionamento legítimo e necessário, dada a frequência com que se fazem cesáreas entre as que mais querem o parto natural, possivelmente domiciliar. Estou pensando nas militantes ativas, informadas e “empoderadas”.
Alguém tem uma resposta para isso? Sei, existem várias “razões” médicas, mas, um vez que todo mundo está careca de ouvir e de repetir que o parto não é um evento médico, poderíamos começar a de fato a raciocinar sobre ele em termos humanos? Humano aqui é psicológico-existencial-filosófico, porque ninguém existe sem isso. Estou falando do que se refere à dimensão comum, universal e íntima de cada um de nós, de qualquer cor, sexo e opções de parto.
Voltando: podemos pensar no que, humanamente falando, leva um parto a se transformar no contrário daquilo que sua “dona” quer? Por que há partos (e bebês!) que decepcionam tão amargamente as mulheres informadras, ativistas e “empoderadas”?
A resposta é muito simples: porque essas mulheres se “medicalizaram” a tal ponto que continuam tão perdidas em relação à capacitação a parir quanto suas irmãs que escolhem a cesárea. A miiltância feminina da humanização do parto comete o erro – normal nos estágios iniciais do “despertar” – de permanecer dentro do mesmo paradigma contra o qual luta. Pessoalmente, assisti ao alvorecer dessa mentalidade, ao seu florescimento e espraiamento. Agora todos podemos ver seus frutos.
Ao querer retirar o médico do controle do parto (correto), elas tendem a assumir o lugar do próprio (errado). Bombardeando seu néo-córtex de informações científicas (as famosas Evidências Científicas), elas acabam, a despeito de suas melhores intenções, com o mesmo vício profissional de todos os profissionais (medo, insegurança, e a sutil desconfortável sensação de que nunca se sabe tudo). Com o agravante que elas têm a pele fina e o estômago delicado de uma novada, que, ainda por cima, está lidando com seu próprio corpo e a vida de seu próprio filho. Saber demais significa ficar pregadas na cruz entre a “clareza evidente da ciência” e as angústias caladas da mulher e mãe que vai passar por um rito de iniciação que desconhece por definição (cada parto é irrepetível). Elas recalcam ainda mais a espontaneidade, simplicidade e fé que no parto são mais importantes do que todos os volumes de obstetrícias e as conversas “empoderadoras” do mundo. (...)"
Para ler o resto deste texto fantástico clicar aqui06 maio 2009
O que é afinal Humanização?
05 maio 2009
29 abril 2009
Nós, as Deusas!
"Pois é, a Morgy tem razão! A Luísa tem razão!Por muito que leia e estude o que vai fazer de mim uma boa doula, ou não, sou eu, o que eu sou e o que quero ser!Então vou começar a deixar aqui, além das citações( heeheh) também alguns pensamentos que me vão passando pela cabeça (mesmo correndo o risco de dizer algumas asneiras :S ).Que trabalho quero eu fazer enquanto doula? Ora o que eu quero mesmo fazer é acompanhar o crescimento das mulheres que acompanhar. Estar a seu lado quando o mundo "pular e avançar" para elas.O que me fascina acima de tudo é descobrir a Deusa que mora dentro de cada mulher, e que muitas vezes está escondidinha num canto escuro, enquanto a esposa atenciosa, a profissional eficaz, a mulher altruísta ocupa todo o espaço.E foi um homem que me fez descobrir esta minha vontade (bendito Ric Jones), que me (nos) gritou aos ouvidos a dizer que nós mulheres somos MARAVILHOSAS, somos MÁGICAS, somos ÚNICAS. Assim como os homens, que também são maravilhosos, mas esses têm tido todo o mundo a afagar-lhes o ego, nós não. Nós temos batalhado pela igualdade na ânsia de nos amar-mos tanto quanto eles se amam a si próprios, e só temos ficado cada vez mais confusas, mais perdidas, menos mulheres.E é por isso, quanto a mim, que não é fácil ser uma mulher segura, decidida, culta, informada. Essas são as incómodas, as que têm "mau-feitio", porque mulheres (e homens) com opiniões são um "perigo"...A Humanização do Parto é na minha opinião a verdadeira revolução feminista! Antes de mais nada porque defende o feminino, mulheres que (re)descobrem a sua força, a sua intuição, o famoso 6º sentido. Depois, porque finalmente caminhamos no sentido de termos mulheres informadas, que lutam pelos seus direitos, e isto sim é uma revolução!!"