11 maio 2010
08 abril 2010
Como contratar a SUA Doula?
Encontrei esta informação no blog de uma cara amiga Doula e não resisti a deixar aqui no blog.
Para que seja claro, este trabalho faz-se de empatia, de amor, de amor incondicional, e para isso é preciso que a energia flua entre a mãe(casal) e a Doula.
Se não devemos aceitar qualquer profissional de saúde sem nos questionarmos, o mesmo acontece com a Doula.
Para cada mãe, há uma Doula, A Doula, não deixem de a procurar :)
"COMO CONTRATAR A SUA DOULA?
A primeira recomendação na escolha de uma doula é que a mulher/casal se
encontre com algumas doulas para poder escolher aquela com quem se sente
mais à vontade. A mulher deve sentir que a sua doula compreende as suas
esperanças e expectativas quanto ao parto e cuidados parentais.
Ao conversar com uma doula é importante considerar as seguintes questões:
-A doula é simpática, carinhosa e entusiasta?
-Tem conhecimentos na área da gravidez, parto e pós-parto?
-Comunica bem? Sabe ouvir?
-Sente-se confortável com as escolhas e decisões da mãe/casal?
-A mãe (casal) sente-se bem na presença da doula?
A empatia gerada com a doula é mais importante que a sua experiência. A mãe
deve sentir-se confortável e segura com a doula que escolher, para que se
possa estabelecer entre ambas uma relação de confiança.
É conveniente fazer perguntas e esclarecer dúvidas para que a mulher/casal
possa conhecer um pouco a doula. Alguns exemplos de questões a colocar são:
-Que formação tem?
-Que apoio dá durante a gravidez?
-Qual a sua filosofia pessoal quanto ao parto e ao apoio à mãe e parceiro?
-Como e onde se dá o apoio físico no parto?
-Trabalha com doula de back-up? Podemos conhecê-la?
-Qual a sua filosofia pessoal de cuidados parentais e de apoio à família no pós-
parto?
-Que apoio dá à amamentação?
-Que serviços adicionais presta?
-Quais os seus honorários e o que incluem? "
Fonte: Mãe para Mãe
19 março 2010
um grande VIVA aos PAIS!!!!
"Pais em regime de exclusividade
por Gabriela Cerqueira. Fotografia de António Pedro Santos
Ficam em casa a cuidar dos filhos, ganham prática a trocar fraldas e a preparar biberões. Quase um ano depois de entrar em vigor a nova lei, há cada vez mais homens a aderir à licença parental partilhada. Movidos pelo regresso das mães ao trabalho ou pela circunstância do desemprego, alguns pais não abdicam de acompanhar os primeiros meses dos filhos. As histórias de quatro homens, pais a tempo inteiro, em regime de exclusividade. " aqui
"Os outros pais
por Mónica Menezes. Fotografia de António Pedro Santos
Não os viram nascer, não cortaram o cordão umbilical, não lhes deram nome, mas amam-nos como se fossem sangue do seu sangue. Os padrastos, os homens que as mulheres escolheram na altura de dar uma segunda oportunidade ao amor, mostram-se cada vez mais rendidos aos filhos delas e, com naturalidade, assumem-se como os outros pais. Os sentimentos de quatro homens que se entregaram de corpo e alma para amarem como suas as crianças que não lhes eram nada." aqui
11 março 2010
Ser-se pai hoje é mais complicado
in "Não quero ser Mãe" de Laura Alves, pg.81, ISBN 978-972-770-654-9
08 março 2010
Dia Internacinal da Mulher
Mas afinal, onde é começou este dia, e qual o propósito?
Há 153 anos, no dia 8 de Março de 1857, teve lugar aquela que terá sido, em todo o mundo, uma das primeiras acções organizadas por trabalhadores do sexo feminino. Centenas de mulheres das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os baixos salários, o período de 12 horas diárias e as más condições de trabalho. Durante a greve deu-se um incêndio que causou a morte a cerca de 130 manifestantes.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women’s Trade Union League. Esta associação tinha como principal objectivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto.
Será que as feministas/socialista de há 100 anos atrás teriam noção do que seria a sociedade de hoje? Será que elas teriam noção que as mulheres conseguiriam, pois claro, a plena integração no mercado de trabalho e a total emancipação?
Certamente se espantariam de saber que após todas estas conquistas, as mulheres ainda seriam discriminadas em pleno séc. XXI pelas questões biológicas e de género…
Se há mais de 150 anos o motivo que levou as mulheres à rua era claro – trabalho e direitos iguais para homens e mulheres – a verdade é que na sociedade de hoje temos tendência para pensar facilmente que já não há injustiças de género e que as mulheres ocupam lugares de topo no trabalho. Como se estivesse tudo bem.
Mas não está. As mulheres, ainda que plenamente integradas no mercado de trabalho e ocupando lugares de topo, sofrem enormes pressões. As que são mães, não podem dedicar-se integralmente a essa condição, precisamente pelas limitações que o trabalho e as responsabilidades profissionais lhes impõem. As que não são mães, vêm muitas vezes os seus projectos de maternidade adiados devido ao peso que o trabalho ocupa nas suas vidas, e à possibilidade (nada remota) de serem despedidas ou substituídas quando engravidarem.
Quem nunca ouviu as histórias de entrevistas de emprego, onde se pergunta a uma mulher se tem filhos, e em caso de resposta negativa, se está a pensar engravidar? Será que fazem a mesma pergunta se for um homem: “O Senhor, está a pensar engravidar a sua companheira?…”
Estas situações passam-se em qualquer empresa respeitável, aos olhos de toda a gente, e com o conhecimento de todos, e essa situação, só por si, seria o suficiente para justificar a existência do dia de hoje.
Depois, por outro lado, temos as mulheres que abdicam de carreiras profissionais para se dedicarem a 100% à maternidade. São poucos os apoios que encontram por parte da sociedade, e esbarram muitas vezes com a perplexidade dos que as rodeiam, por terem deixado carreiras promissoras, para estarem em casa “sem fazer nada”, ou serem domésticas.
Por aqui se vê a preconceito que existe relativamente aquelas que fazem trabalho doméstico (leia-se na sua casa, cuidando da sua família): este é visto como um trabalho menor e nada valorizado (não há ordenado, não há férias, não há descontos para a segurança social) e como sendo um último recurso para quem não consegue um emprego.
É fácil percebermos, nos meandros do feminismo do séc.XXI, que o que condiciona as mulheres, e as torna discriminadas relativamente aos homens, são sem dúvida as questões biológicas. As mulheres (ainda) são as únicas capazes de gerar vida, e abnegadamente geram um novo ser durante 9 meses. E são essas discriminações que a mim, particularmente, mais me interessam combater…
Os direitos da mulher durante a gravidez e parto estão ainda longe de ser uma realidade, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos e industrializados.
As complicações decorrentes da gravidez e parto são a maior causa da mortalidade feminina no mundo. Nos países pobres e subdesenvolvidos, não há serviços de saúde disponíveis e as mulheres acabam por morrer de complicações que seriam facilmente resolvidas por uma parteira ou enfermeira especialista. Noutros casos ainda, são os homens que vedam o acesso das mulheres aos cuidados de saúde, por questões de crenças, baixos rendimentos ou até exercício desmedido de controlo e poder.
Nos países desenvolvidos a realidade é outra, ainda que a discriminação continue. Os cuidados de saúde são cada vez menos de acesso universal, e quem tem dinheiro para pagar é quem fica melhor servido. Por outro lado, os negócios das companhias de seguros e indústria farmacêutica, têm sucessivamente colocado os seus interesses financeiros à frente dos direitos das mulheres. Milhares de cesarianas são feitas anualmente no Brasil e EUA, por exemplo, sem qualquer justificação médica, apenas porque é um procedimento mais bem pago e feito em menor tempo, trazendo consequentemente maior rentabilidade aos prestadores de cuidados. Um pouco por todo o mundo industrializado, há cada vez mais mulheres a sofrerem de complicações graves decorrentes de partos demasiado instrumentalizados e traumáticos, e as taxas de mortalidade materna têm vindo a subir à medida que vemos as cesarianas a aumentar
Por todas estas realidades, continua a ser preciso lutar por mais direitos. É já em Setembro de 2010 que se irá discutir em Estrargurbo: “Birth Is a Human Rights Issue”. O nascimento é uma questão de Direitos Humanos.
Hoje, como há 150 anos atrás, é importante dar voz e visibilidade às mulheres."
Por Rita Correia aqui
04 março 2010
Mulheres
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.
